O reconhecimento da importância e força do segmento evangélico brasileiro ficou evidenciado em janeiro passado, através do adiamento, pela ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, do anúncio de um Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa. Segundo fonte do jornal Estadão de hoje (3/02), a ministra Dilma que é pré-candidata do PT às eleições presidenciais de 2010 não quer provocar atritos com os evangélicos brasileiros em ano eleitoral, tudo por conta do crescimento da participação e representação política deste importante segmento da sociedade brasileira.
Segundo informado, este Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa constitui um “pacote” de medidas, dentre as quais está a polêmica legalização fundiária de imóveis ocupados por terreiros de umbanda e candomblé, entre outras.
Para Bispo Gê, este recuo, ainda que estratégico, não é bem visto porque não devemos nos preocupar em agradar o eleitor baseado numa crença religiosa. O deputado crê que todas as igrejas e religiões têm sua liberdade garantida pela Constituição, e tudo o que for feito através de leis que venham a prejudicar uma religião em favor de outra não pode de maneira alguma prevalecer. O embate espiritual deve ser tratado pelas religiões que mais favorecerem os anseios do povo, o que não se dá através de um embate político ou legislativo que venha a favorecer uns em detrimento de outros.
Segundo o deputado Bispo Gê “devemos cada vez mais ser um povo que participa da vida política da nação, temos que sair às ruas, marchar para Jesus, proclamar que o Brasil é do Senhor Jesus, conquistar nosso espaço com respeito e igualdade perante as demais religiões. Não sou a favor de desigualdades ou discriminações de qualquer natureza, contudo, como servo de Deus e deputado federal, exijo tratamento isonômico e digno entre todos os cidadãos brasileiros, independente de raça, cor, língua ou crença”, e acrescentou “meu papel como deputado é defender a Constituição Federal e o Estado Democrático de Direito”.
Daniela Almeida
Assessoria de Imprensa