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"Hoje, me veem como um milagre", diz o zagueiro Neto

Na manhã da última sexta-feira (6), o zagueiro Neto se apresentou com o elenco da Chapecoense, no CT do clube, para a temporada de 2017.
 
Neto se reapresentou com o restante do elenco da Chape
 
De muletas e desposto a recomeçar, ele afirmou, em entrevista coletiva, que pretende jogar por todos os amigos que perdeu no acidente de avião.
 
“É uma situação muito diferente da que sempre vivi. Entrar num clube que estava na final, onde tinha muitos amigos há anos. É uma situação diferente, mas a gente tem que crer que Deus tem um propósito para todas as coisas. Tenho que recuperar, né?”, disse ele.
 
“Uma hora ou outra ia ter que vir para cá e dar de frente com isso. É duro, tinha gente que conhecia desde os 17 anos, pessoas que me ajudaram. Mas tem uma hora que a gente tem que encarar a realidade. É recuperar a mente, a saúde, vindo aqui vai me dar força”, acrescentou.
 
Após o acidente com o voo da Chapecoense, que caiu no dia 29 de novembro e matou 71 pessoas, sendo 19 jogadores do time, Neto perdeu 15 kg.
 
“Tenho dez para recuperar ainda. Perdi muita massa muscular, tive muitas lesões. Você perde toda a força que você tinha. Teve momentos que não sabia nem engolir comida, tomar água. A primeira vez que tomei um banho de chuveiro parecia que estava entrando num mar do Caribe. Tem coisas na vida que a gente não dá importância. Coisas simples que a gente não dá valor”, declarou.
 
 
O jogador afirmou que se considera um milagre. “Muita gente veio me dar um abraço, dizer que eu estava vivo. A gente agradece o carinho de todos. Alguns eu não conheço, mas eles me conhecem. Quero ajudar o clube de alguma forma. Estando aqui acho que posso agregar de alguma forma para quem está chegando. Me viam como ídolo, agora me veem como um milagre, não acreditam que eu sobrevivi. Nossa vida é assim, uma luta constante”, afirmou.
 
E reafirmou sua fé: “Algumas pessoas falam que pensavam que eu fosse embora. Para mim, tem sido uma bênção, porque eu sei que Deus tem um propósito para cada coisa. A gente não escolhe. Eu falo para vocês: foi Deus que me colocou aqui. Quando você cai de um avião não tem essa de ‘força’. Eu sei que muita gente orou por mim quando descobriu que eu estava vivo”, afirmou.
 
Veja os principais trechos da entrevista:
 
Retorno à Arena Condá
 
É uma situação muito diferente da que sempre vivi. Queria estar com eles, comemorando e se reapresentando alegres aqui de novo. Mais um desafio na minha vida. Recuperar minha saúde, minha mente. E vindo aqui é o que vai me dar força. Tenho que melhorar minha mente. Vira e mexe, me pego chorando. Já chorei muito em casa quando lembro do que vivi aqui dentro. Mas tenho que recuperar. Tenho certeza de que eles estão nos braços do Pai, em um lugar muito melhor do que o que a gente está. Sei que os caras estão num lugar bom e tenho que melhorar a parte física e mental. E nada melhor do que estar aqui. Tenho que superar e levar a vida, senão acabo me afundando na depressão, e sei que Deus não quer isso na minha vida não.
 
Recuperação
 
A minha fala é diferente dos médicos e da minha esposa. Falo que estou um caco, mas ela me fala que eu não sei o que é isso, que eu estava irreconhecível na Colômbia. Estive em um estado gravíssimo. Eles acham que eu estou muito bem, que minha recuperação é fantástica. Mas, para mim, eu estou mal para caramba ainda. Perdi quase 15 quilos, tenho dez para recuperar ainda. Perdi muita massa muscular, tive muitas lesões. Você perde toda a força que você tinha. Teve momentos que não sabia nem engolir comida, tomar água. A primeira vez que tomei um banho de chuveiro parecia que estava entrando num mar do Caribe. Tem coisas na vida que a gente não dá importância. Coisas simples que a gente não dá valor.
 
Tive uma lesão importante no joelho, uma lesão na coluna. Acho que estou melhorando. Quando cheguei em casa, só tinha sono. Hoje, já fico acordado o dia inteiro, já converso mais. Sinto uma melhora. Não do jeito que eu queria, porque atleta é todo apressado. Mas tenho que dar tempo ao tempo. O que aconteceu foi muito grave, e, graças a Deus, eu ainda vou poder voltar a jogar bola.
 
O acidente
 
Eu fiquei dez dias apagado, em coma. Para me contarem a verdade, demorou mais cinco dias. Então, 15 dias depois em não sabia nada. Está sendo novo, ainda. Mas tenho que encarar, não tenho para onde correr. Ou vou melhor, representar aqueles caras como merecem, ou me afundar na depressão. Eu lembro das coisas como aconteceram até a batida do avião. Está muito fresco na minha mente ainda. A minha mente tinha bloqueado tudo que tinha passado, perguntei o que tinha acontecido comigo, se eu tinha me machucado no jogo.
 
Sempre vai ficar aquele filme com os últimos momentos. A gente tem que ser forte às vezes, segurar o choro. Se chora demais, acaba se deprimindo demais. Minha esposa me falou que, na primeira vez que me viu, não acreditou que fosse eu. Rasguei pálpebra, nariz, orelha, cabeça... Tudo rasgado, inchado. Ela achou até que ia demorar mais tempo para eu voltar. Para mim, tem sido uma bênção.
 
Encontro com os companheiros
 
Muita gente veio me dar um abraço, dizer que eu estava vivo. A gente agradece o carinho de todos. Alguns eu não conheço, mas eles me conhecem. Quero ajudar o clube de alguma forma. Estando aqui, acho que posso agregar de alguma forma para quem está chegando. Me viam como ídolo, agora me veem como um milagre, não acreditam que eu sobrevivi. Nossa vida é assim, uma luta constante.
 
 
Redação iGospel
Fonte: Extra
Leia tambm:
Neto agradece apoio aps tragdia: "Grato a Deus" (16.12)
Dia dos Avs: A importncia dos avs na vida dos netos (26.07)

Publicado em 11/01/2017
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