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Cleptomania! Como lidar com o vício do roubo?

Segundo dados do manual de Diagnóstico a Estatística das Perturbações Mentais, 5% dos furtos realizados em lojas são causados por cleptomaníacos. De acordo com o Portal de Psiquiatria DSM.IV, a cleptomania é um distúrbio de controle dos impulsos e não pode ser rotulada como um transtorno de conduta.
 
Semelhantemente a outros vícios, a cleptomania torna a pessoa uma espécie de refém, pois, mesmo sabendo que o furto não faz sentido e tendo consciência da gravidade da infração, ela o pratica.
 
Os cleptomaníacos passam por momentos de crescente tensão antes de cometer o furto e sentem um certo alívio ao finalizá-lo. Na condição da doença, o individuo pode tanto colecionar os objetos roubados, quanto devolvê-los disfarçadamente.
 
Para esclarecer dúvidas referentes à cleptomania, o portal iGospel realizou uma entrevista com doutora Aparecida Pozzo, especialista em psicologia.
 
 
iGospel: O que é cleptomania?
 
Doutora Aparecida Pozzo: A cleptomania é um distúrbio psiquiátrico, no qual o individuo não consegue resistir ao impulso de furtar objetos; muitas vezes, desnecessários para o uso pessoal ou de baixo valor monetário. Os objetos tendem a ser guardados, jogados fora ou dados como presente. Entretanto, algumas pessoas desejam os itens furtados e passam a utilizá-los, ou simplesmente colecioná-los. Em outros casos, a pessoa tenta devolvê-los com discrição. Apesar de possuírem um certo temor de serem presos, os cleptomaníacos não planejam o ato e descartam a chance de serem flagrados. Os objetos mais furtados são: roupas, alimentos, cosméticos, dinheiro e utensílios de uso pessoal. Os locais mais comuns da manifestação desse distúrbio são: lojas, supermercados, farmácias, casa de familiares ou de amigos.
 
 
iGospel: A Cleptomania pode ser considerada uma doença crônica?
 
Doutora Aparecida Pozzo: Como as causas da cleptomania são desconhecidas, fica complicado afirmar que é uma doença crônica, mas existe uma possibilidade de ser. Acredita-se que alguns fatores podem contribuir para o ato de furtar, tais como: stress, uma forma de substituir um comportamento agressivo, a busca de uma gratificação inconsciente, tristeza, angústia, ansiedade ou uma forma de suprir alguma perda pessoal. Se esse comportamento está consolidado há muito tempo, dá para considerá-lo como uma doença crônica.
 
 
iGospel: Que tipos de pessoa sofrem desse mal?
 
Doutora Aparecida Pozzo: Pode incidir em qualquer pessoa. Muitas vezes, é difícil identificar as pessoas que furtam, porque elas sabem que o ato é errado e por vergonha, escondem dos familiares, dos amigos e até mesmo do psicólogo por muitos anos. Entretanto, os familiares podem ficar atentos ao aparecimento de objetos que fogem do padrão normal de compras da casa. Por exemplo, de repente o adolescente chega com um tênis diferente, ou uma bijuteria diferente.
 
 
iGospel: Existe tratamento?
 
Doutora Aparecida Pozzo: Existe, sim. É importante que o cleptomaníaco faça terapia para que ela possa identificar as causas do distúrbio e aprender a controlar os seus impulsos. Atualmente, as abordagens mais efetivas são as terapias cognitivas e comportamentais. O fato da pessoa não conseguir controlar os mecanismos que envolvem o ato de furtar pode gerar um sentimento de ansiedade extrema e pode até resultar em uma depressão. Em alguns casos, é necessário o uso de medicação.


 
Serviço:
Aparecida Pozzo
Âmago Clínica Psicológica – (11) 4427-3106

Rua Pirituba, 37 – Santo André

Raquel Tenuta – Redação iGospel


Publicado em 19/01/2012
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