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Como ensinar os filhos a se relacionarem com Deus?

À espera do seu quarto filho, Bispa Fernandes Hernandes publicou um vídeo em seu canal no YouTube no qual ela deixa 12 dicas para os pais que têm o desejo de ensinar seus pequenos a se relacionarem com Deus. Veja a seguir:
 
 
Nossa missão é formar filhos para Deus
 
Em um depoimento emocionante à Rede Gospel de Televisão, a Bispa abriu o coração e falou sobre maternidade. Acompanhe, a seguir, alguns trechos da entrevista:
 
Você sempre quis ser mãe?
 
Sempre quis ser mãe! Eu tenho um lado muito protetor. Eu gosto muito de cuidar. Na maternidade, eu me realizei. Foi uma das decisões mais felizes da minha vida. Deus nos escolheu para sermos formadoras daqueles que serão os filhos d’Ele! Sou muito privilegiada por cumprir esta missão. 
 
Você teve filhos muito cedo. Por quê?
 
Eu casei com 19 anos! Na época, eu estava na faculdade! O primeiro filho, o David, eu tive com 20 anos. A Carol, eu tive com 23. Aos 34, eu tive o Noah.
 
Às vezes, algumas pessoas, quando me viam grávida tão jovem, falavam: “Você, tão novinha, grávida!?”. Como se eu tivesse acabado com a minha vida. Mas não é assim!
 
Mesmo sabendo que era mais desafiador, eu decidi ter filhos nova, por causa da relação que eu tinha dentro de casa. Minha mãe também teve filhos nova! Como a nossa diferença de idade é muito pequena, somos muito amigas! A nossa relação sempre foi muito boa, e eu queria ter isso com meus filhos também!
 
Eu ficava imaginando que, se eu adiasse muito, eu perderia esta fase. Talvez, eu fosse estar em um momento muito diferente do deles e teria uma distância nesta convivência, que hoje é uma delícia!
 
Hoje, o meu filho mais velho me abraça, me beija... A gente tem 20 anos de diferença; não é muito. Nós conversamos, ele me dá conselhos, a gente troca ideias... Eu aprendo muito com ele! É claro que a maternidade, em todas as idades, nos ensina muito, mas, além disso, eu queria ter uma amizade com meus filhos; queria ter um grau maior de aproximação.
 
Hoje, eu entendo que foi a melhor decisão que meu marido e eu tomamos. Logo que casamos, já pensamos em ter filhos.
 
 
Hoje, no Brasil, a realidade é bem diferente. As pessoas têm adiado a maternidade por muitos motivos. A carreira é um deles! Qual é o seu ponto de vista em relação a isso?
 
A nossa sociedade, hoje, valoriza o trabalho. Nós somos criados por mães que trabalham. Então, esse cuidado pela casa já não é tão valorizado!
 
É claro que, quando você começa a ver a vida de uma mãe, você pensa: “Meu Deus! Eu não vou dar conta! Não vou conseguir fazer nada!”. Só que isso é uma grande mentira!
 
Os filhos nos dão mais garra para trabalhar, nos impulsionam, nos dão um motivo a mais para seguir em frente...  Tem coisa melhor do que trabalhar para poder dar o melhor para os nossos filhos? Para poder proporcionar algo a eles? Ou, quem sabe, inseri-los em outros contextos? Então, o trabalho da mãe é fundamental, porque uma mãe realizada é uma mãe mais feliz!
 
A vida profissional nos acompanha por muitos anos. Mas eu entendo que, nos três primeiros anos de maternidade, você acaba desacelerando um pouco. Eu fiz isso, mas não deixei de me dedicar à carreira! Eu não realizava com a intensidade que eu realizei depois, nos outros anos... Mas eu não abri mão dela.
 
Antes de ter filhos, já precisamos ter em mente que nós vamos trabalhar mais, que vamos nos esforçar mais, que vamos dormir menos, que não vamos ter tanto tempo para o lazer! Mas o problema é a gente achar que será assim para sempre, que será sempre este enrosco. Eu sempre digo que é um enrosquinho passageiro. Depois passa, e a gente até sente falta desta fase. A criança não será dependente dos pais pra sempre!
 
Eu também acho que precisa haver um equilíbrio. Porque, às vezes, passa muito tempo... Existem mulheres que escolhem engravidar acima da idade ideal. De acordo com os médicos, até os 34 anos, a gravidez é considerada saudável. Passou disso, você corre mais riscos. Então, por que deixar este sonho entrar em uma estatística de risco se você pode viver isso antes, ainda que tenha que se empenhar um pouco mais? Eu não sei se vale a pena correr riscos, em função de uma carreira, e protelar algo que pode te realizar, e muito! Claro que ninguém precisa ter dez filhos. Hoje, a mulher tem muitas outras funções. Eu, se não precisasse trabalhar, escolheria como profissão ter filhos!
 
Em tudo, temos que ponderar, porque o fato de você ir devagar não quer dizer que você não irá longe! O importante é seguir em frente! Os filhos também dão um equilíbrio para todas as áreas, inclusive para a vida profissional. Quando você não têm filhos, você pode chegar em casa a hora que quiser. Mas, com eles, você precisa estar mais presente em casa! As prioridades mudam. 
 
Como você se define? Você é uma mãe exigente, amiga, protetora...?
 
Olha, eu acho que Deus me deu a missão de ser mãe! À mãe foi dada a missão de, acima de tudo, ensinar os filhos a amarem o Senhor. Mas eu também tenho a missão de educar! Como a própria Bíblia nos mostra, a correção, em um primeiro momento, não é algo muito bom, mas o fruto dela é abençoado.
 
Quando eu preciso optar entre ser amiga e ser mãe, eu sempre opto por ser mãe, porque Deus me chamou para ser mãe e para criar os meus filhos para Ele! A filosofia de criação dos meus filhos são os princípios cristãos. Nós ensinamos todos os princípios bíblicos. Mas eu também vim de uma linha de auto-estimulação do pediatra que me acompanha. Antes de ter o David, eu li tudo a respeito desta teoria, porque ela se encaixa mais no meu perfil
 
 
Como funciona este método?
 
Este método consiste em deixar com que a criança tenha, através de suas conquistas, suas próprias realizações! Então, eu não faço por eles, e os levou a fazer!
 
Por exemplo, o Noah, que é o mais novinho... Se ele quer aprender a pegar o copo, em vez de eu pegar e dar o copo na mão dele, eu explico, o incentivo e mostro como ele deve fazer, até o dia em que ele conseguir. Eu vou deixar que ele tenha as conquistas dele, por mais que eu tenha que me limitar em vê-lo errar!
 
Outro exemplo que posso citar é meu filho mais velho. O David, até hoje, quando chega da escola – porque ele tem atividades durante o dia todo –, ele acaba jogado um sapato para um lado e o outro sapato para o outro lado, deixa as meias jogadas... No meu coração de mãe, eu tenho vontade de pegar tudo do chão e organizar... Para mim, não custa nada! Quando a gente ama, nada é pesado! Mas eu estou educando meu filho. Eu sei que ele está cansado... Eu, então, espero o momento certo e falo tranquilamente: “Daivão, vem recolher teu tênis, suas meias... Coloque-as na lavanderia, porque você não pode chegar em casa e deixar tudo jogado!”.
 
O meu desejo é que eles reconheçam o valor das coisas e daquilo que nós fazemos por eles. Eu gosto de dar coisas boas para meus filhos, mas não dou nada de mão beijada! Tudo sempre está relacionada ao esforço deles! Eu acho que é importante despertar na criança este senso de conquista!
 
Eu sou exigente com eles, porque sei que o mundo também será exigente. Eu não quero que eles tenham um choque de realidade e sofram lá na frente! Não existe esta história de que tudo é paz e amor e que todo mundo faz o que quer! Se você deixa de entregar algo na escola ou no trabalho, ninguém vai passar a mão na sua cabeça ou realizar por você. As pessoas precisam ser competentes para se manterem empregadas; e a competência passa pela excelência.
 
Existe algo que você faça diferente da sua mãe?
 
Uma coisa que eu faço diferente da minha mãe... Hum, que difícil. Bom eu procuro não chegar atrasada aos eventos de escola. Minha mãe sempre chegava linda, maravilhosa, e eu sempre tinha muito orgulho. Fazia questão de mostrá-la pra todo mundo... Mas era sempre última a chegar! Isso eu faço diferente! Agora, como vovó, ela está 100%! Hoje, ela é a primeira a chegar! Mas eu entendo que os atrasos eram questão de correria mesmo. Ela sempre trabalhou muito...
 
Outra coisa que eu faço diferente é que minha mãe nunca limitou a gente em relação à alimentação. Eu sou mais chata. Meus filhos não tomam refrigerantes; a alimentação delas é mais regrada. Desde sempre, eu fui determinada com isso em relação a eles. Não queria que eles tivessem nenhum problema de peso ou de saúde. Eu incentivo muito as práticas esportivas. O Daivão nada cinco mil metros, a Carol, três mil metros. Eu acho isso o máximo!
 
Também incentivo na parte musical. Olha, minha mãe se esforçou muito para que eu aprendesse a tocar algum instrumento, mas eu acabei não pegando e me arrependo muito por isso. Hoje, eu pego no pé deles, incentivo nos ensaios! Eles gostam, sabem ler partitura...
 
 
A união familiar é primordial. Como você administra isso com os seus filhos? O David já é adolescente, o Noah é pequeno, a Carol é menina... Como você lida com essas diferenças? E o que você faz para que eles, apesar destas diferenças, sejam grandes amigos?
 
Eu passo para os meus filhos princípios que não são meus! Porque meus princípios podem ser questionados, podem passar por avaliação... O que sai da Bíblia é inquestionável. Desde sempre, eu ensino para eles os princípios das Escrituras Sagradas!
 
Todas as noites, a gente lê um Salmo até eles decorarem. Elas sabem de cor mais de dez Salmos. Eu até fazia gincana com eles.
 
 
Quais Salmos você fez questão que eles decorassem?
 
O Salmo 1, o Salmo 20, o 91, o 103, o Salmo 133... São Salmos que falam sobre relacionamentos, da importância da união...
 
Sempre que eu preciso trazê-los para a realidade mais profunda, eu coloco as estacas dos princípios espirituais, porque eles são eternos; eu não sou eterna! Eu tenho consciência de que um dia o Senhor vai me levar, e que o meus filhos vão ficar! Mas, se eu busco passar conceitos eternos, eles vão ter sempre o que eu quis passar para eles!
 
Em todos os Dias das Mães, eu faço uma renovação de votos com eles! O meu presente de Dia das mães é um voto! Eles precisam fazer comigo um voto de que eles nunca se afastarão dos caminhos do Senhor, de que, em todos os domingos, eles estarão na igreja – porque domingo é o dia do Senhor – e que eles sempre serão unidos! Isso é tudo o que quero para eles!
 
É claro que eles têm diferenças, mas eu faço o máximo para promover interação entre eles! Então, quando eles falam coisas do tipo “Não quero falar com ele!”, eu abro a Bíblia e falo: “Aqui, está escrito que não podemos colocar o Sol sobre a nossa ira! Essa atitude não vem de Deus!”. 
 
Quando eles eram menores, eu usava as plantinhas como exemplo. Eu dizia: “Existe a sementinha do bem e a sementinha do mal! Você está deixando a sementinha do mal nascer. Vamos colocar a sementinha do bem no lugar?". Na sequência, eu explicava que nós não podemos deixar nascer em nós uma raiz de amargura. Em relação à desobediência, eu também uso exemplos bíblicos. 
 
Os princípios cristãos fazem com que meus filhos permanecem unidos! Eu sempre incentivei a amizade entre eles também. Quando a Carol nasceu, eu vi que eu o David ficou meio enciumado. Sabe o que eu fiz? Eu a coloquei para dormir no quarto dele. Hoje, cada um tem seu próprio quarto. Mas um vive no quarto do outro. São muito unidos, são muito amigos. Os três tem um vínculo muito forte, e eu sei que ele é indestrutível.
 
Confira, no vídeo abaixo, a entrevista completa:
 
 
 
Redação iGospel
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Publicado em 30/11/2018
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