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Outubro Rosa: Todas na luta contra o câncer de mama

O Outubro Rosa é uma campanha desenvolvida, com o objetivo de ampliar o nível de informação da sociedade sobre o tema câncer de mama, especialmente sobre formas de prevenção e detecção precoce, de modo a promover o debate e permitir que a população possa tomar decisões em relação à sua saúde de forma consciente, analisando os possíveis benefícios e os prováveis malefícios associados a determinadas ações ou práticas de saúde.
 
 
O portal iGospel decidiu abraçar a causa e preparou uma série de matérias sobre o assunto. Hoje, vamos abordar quais são os exames preventivos essenciais para o combate ao câncer de mama, que é provavelmente o mais temido entre as mulheres, devido à sua alta frequência e, sobretudo, pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal.
 
O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo. É a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão, e a maior causa de morte por câncer nos países em desenvolvimento.
 
De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), as formas mais eficazes para a detecção precoce da doença são o exame clínico da mama e a mamografia.
 
Todas na luta contra câncer de mama
 
O +QV (Mais que Vencedoras) – ministério feminino da Igreja Renascer em Cristo – aderiu à campanha por meio da criação de redes de apoio. Se você já enfrentou a doença, compartilhe sua história através da hashtag #CompartilheSuaLuta+QV.
 
“É muito importante para quem está passando por essa guerra saber que é possível sair dela mais que vencedora”, afirma a Bispa Fê Hernandes, fundadora do Mais que Vencedoras.
 
 
Os exames preventivos
 
 
Mamografia: é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).
 
É realizada em um aparelho de raio-X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.
 
Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.
 
A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.
 
Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.
 
 
O autoexame: a recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.
 
As evidências científicas sugerem que o autoexame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o autoexame das mamas traz consigo consequências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.
 
Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.
 
Vale ressaltar que o INCA não estimula o autoexame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama.
 
 
Informações: INCA
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Publicado em 02/10/2018
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