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Brasileiros têm mais de 16 meses de espera para tirar visto americano



Brasileiros continuam enfrentando filas para tirar o visto de negócios e turismo dos Estados Unidos da América pela primeira vez.


O consulado norte-americano em São Paulo é o que apresenta a maior espera para a entrevista daqueles que pretendem tirar o visto B1/B2 pela primeira vez.


O escritório de Serviços Consulares do Departamento de Estado norte-americano atualiza a estimativa do tempo necessário para que seja possível realizar a entrevista. De acordo com um levantamento feito pela AG Immigration, escritório de advocacia imigratória para os EUA, atualmente a fila para a entrevista no estado é de 505 dias.


Em outras capitais, o tempo de espera é menor, mas demora ao menos onze meses. No Rio de Janeiro, brasileiros têm que aguardar cerca de 435 dias para uma entrevista; na Capital Federal, o período cai para 434 dias; no Recife, a estimativa é que haja uma demora de 361 dias e em Porto Alegre, pessoas precisam aguardar cerca de 337 dias para a entrevista do visto B1/B2.


Um dos principais motivos da delonga é a demanda reprimida de pessoas que queriam visitar os Estados Unidos, mas não podiam, por causa de medidas tomadas durante o período mais grave da pandemia da Covid-19, para evitar a contaminação pela doença.


Em março de 2020, os EUA impuseram restrições à entrada de pessoas não essenciais no país. A reabertura para turistas vacinados foi começou no início de novembro do ano seguinte.


Medidas para reduzir tempo de espera


Por meio de nota, o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo informou que medidas vêm sendo tomadas para reduzir o período de espera.


“Desde a retomada pós-pandemia do processamento regular de vistos, a Embaixada e Consulados no Brasil têm trabalhado ativamente para contratar e treinar funcionários adicionais e acrescentamos horas e dias extras (como Super Sábados) para aumentar a capacidade de processamento de vistos.


“Ampliamos para 48 meses o período para que solicitantes renovem seus vistos de não-imigrante sem a necessidade de uma entrevista. Como resultado, em novembro de 2022, a Embaixada e Consulados dos EUA emitiram em todo o país 66% mais vistos de turista e negócios do que no mesmo período pré-pandemia”.


Os representantes do governo de Joe Biden no Brasil informam ainda que “os candidatos que possuem uma viagem emergencial podem solicitar o adiantamento da entrevista, de acordo com instrução no site”, e que, após o pagamento da taxa, o solicitante tem até 365 dias para agendar uma entrevista.


“Uma vez agendada, o pagamento permanecerá válido até a data da entrevista. Não há exigência de que a entrevista ocorra durante o período de 365 dias”.


Enquanto o visto de negócios e turismo é o mais requisitado por brasileiros, o tempo para tirar outros tipos de vistos é bem menor e pode chegar a apenas um dia de espera. Nos casos de renovação, o período de aguardo também é inferior e em certos casos, a entrevista pode ser descartada.


Prorrogação de medida que dispensa entrevista de certos candidatos


No final do ano passado, o departamento de estado dos EUA divulgou um comunicado, prorrogando uma medida que autoriza funcionários consulares a dispensarem a entrevista pessoal para candidatos de determinados vistos, que estão solicitando o documento pela primeira vez.


O ofício informa, porém, que os funcionários consulares ainda podem exigir uma entrevista pessoal caso a caso, levando em consideração as condições locais.


As autoridades norte-americanas sugerem que os candidatos aos vistos verifiquem os sites das embaixadas e consulados para obter informações mais detalhadas e atualizadas sobre os serviços prestados.


Brasileiros que viajaram aos EUA


Dados do Escritório Nacional de Viagem e Turismo dos EUA mostram que, de janeiro a novembro de 2022, o Brasil foi o sétimo país que mais enviou viajantes aos Estados Unidos, com 1.074 milhão de pessoas entrando em solo americano para atividades turísticas.


Ao todo, mais de 6,2 milhões de brasileiros têm o visto americano de turismo, sendo que 682 mil foram emitidos nos onze primeiros meses do ano passado.


*CNN

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