"Você não é o seu trauma, você é filha de Deus!"
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Com o tema IDENTIDADE, o Encontro Mensal de Mulheres Mais que Vencedoras (+QV), celebrando o início de mais um ciclo com disposição e propósito.
Com transmissão ao vivo do Renascer Hall para todas as igrejas Renascer em Cristo, o evento foi marcado por orações, louvores, conselhos, a apresentação das discipuladoras destaque do mês, momentos de comunhão, testemunhos emocionantes e uma palavra de reflexão e fortalecimento da Bispa Sonia Hernandes e da Bispa Fernanda Hernandes, líderes e fundadoras do +QV.
O evento também contou com a presença da primeira-dama do Estado de São Paulo, Cristiane Freitas, que recebeu uma oração das mulheres presentes.

Acompanhe, a seguir, o resumo da palavra e o vídeo com a ministração na íntegra:
Rute 1.18-22: Vendo Noemi que Rute estava de fato decidida a acompanhá-la, não insistiu mais. Assim, as duas seguiram viagem até chegarem a Belém. Quando chegaram, toda a cidade ficou alvoroçada por causa delas. E as mulheres perguntavam: “Não é esta Noemi?” Mas ela respondeu: “Não me chamem Noemi; chamem-me Mara, porque o Todo-Poderoso tornou minha vida muito amarga! Eu parti com as mãos cheias, mas o Senhor me trouxe de volta de mãos vazias. Por que me chamam Noemi? O Senhor me afligiu, e o Todo-Poderoso me trouxe infelicidade!” Foi assim que Noemi voltou das terras de Moabe, acompanhada de Rute, sua nora moabita. Elas chegaram a Belém no início da colheita da cevada.
Rute 2.1-2: Noemi tinha um parente por parte do marido, homem de destaque do clã de Elimeleque. Seu nome era Boaz. Rute, a moabita, disse a Noemi: “Vou ao campo apanhar espigas que forem deixadas para trás, para ver se alguém me permite.” Noemi respondeu: “Vá, minha filha.”
Noemi era casada e tinha dois filhos. Porém, veio uma crise em Israel, e eles se mudaram para outro país. Lá, acabaram perdendo tudo o que tinham. Os filhos se casaram, mas o marido de Noemi, Elimeleque, morreu. Depois, morreram também os dois filhos.
Noemi se viu em uma situação financeira terrível. Ela já tinha perdido tudo, estava viúva e, depois, também perdeu os dois filhos. Ela se sentia amaldiçoada, abandonada por Deus e castigada, sem entender o motivo. Ela se perguntava o que havia feito para passar por tudo aquilo.
Então, Noemi disse às suas duas noras: “Cada uma volte para a casa de sua mãe. Vocês são jovens, podem se casar novamente e reconstruir a vida de vocês”. Naquela época, havia o costume de que, quando um homem morria sem deixar filhos, um irmão pudesse assumir a responsabilidade de dar continuidade à descendência do falecido. Mas Noemi não tinha mais outro filho.
Por isso, ela disse: “Voltem para a casa de vocês. Vão cuidar da vida de vocês, porque eu não tenho mais nada para oferecer. Não tenho recursos e não tenho como reconstruir a vida de vocês. Ainda que eu me casasse novamente e tivesse filhos, vocês não poderiam esperar por eles. Eu vou voltar para a minha terra, porque sinto que Deus descarregou a Sua mão sobre mim”.
Noemi estava olhando para a própria história a partir das perdas que havia sofrido. Ela acreditava que Deus havia se voltado contra ela. Mas, enquanto Noemi enxergava apenas o fim, Deus já estava preparando um novo começo. E é exatamente isso que veremos ao longo dessa história: aquilo que parecia ser o encerramento de uma história era, na verdade, o início de um novo capítulo escrito por Deus.
As duas noras choraram muito. Uma delas decidiu voltar. Disse: “Olha, eu amo você, mas vou cuidar da minha vida. Vou voltar para o meu povo”.
Mas a outra, Rute, disse: “Não. Eu tenho uma nova identidade desde que entrei na sua casa. Desde que entrei na sua casa, aquele que era o meu povo não é mais o meu povo; o seu povo é o meu povo. Eu fui transformada. Não foi apenas porque me casei com seu filho. Eu assumi uma nova identidade.
“Eu não sou mais a mesma. Eu não tenho mais para onde voltar. Aqui é a minha casa. O seu povo agora é o meu povo. Os deuses que eu tinha não são mais os meus deuses. Desde que eu entrei na sua família, o seu Deus se tornou o meu Deus. Eu não tenho para onde ir. Só a morte vai me separar de você.
“Eu mais do que me casei: eu mudei de identidade. Eu sou outra pessoa. O seu povo é o meu povo e o seu Deus é o meu Deus. Eu não sou mais Rute, a moabita. Eu sou Rute, uma mulher transformada, que tem outro Deus, outro povo e uma nova família.
“Se o que restou da sua família foi apenas você, então o que restou da minha também foi você. O que restou da minha família é você. Portanto, onde você for, eu vou. Onde você morar, eu vou morar. O seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus.”
E assim elas voltaram para Belém. Quando chegou, as pessoas a reconheceram e perguntaram: “Noemi, é você?”. E o que ela respondeu?
Ela carregava uma dor muito grande. E com razão. Ela havia perdido o marido, os filhos e todos os seus recursos. Estava em uma situação de extrema dificuldade. Então, carregando toda aquela amargura, ela passou a assumir aquilo como uma nova identidade.
Ela disse: “Não me chamem de Noemi. Chamem-me Mara”. Mas por quê? Porque Mara significa “amarga”. Noemi, por sua vez, carrega o sentido de abençoada, agraciada. Então, ela estava dizendo: “Não me chamem mais pelo nome que representa quem eu era. Chamem-me pela minha dor. Chamem-me pela minha amargura”.

Perceba algo: o narrador da história continua chamando Noemi de Noemi. Ele não passa a chamá-la de Mara porque ela decidiu se identificar com aquela amargura. Ele continua chamando-a pelo nome que representava a sua verdadeira identidade.
Quer dizer que Mara estava apenas na cabeça dela? Sim. Mara estava na cabeça dela. Porque todo mundo continuou chamando aquela mulher de Noemi.
Se você observar o livro inteiro de Rute, ninguém passa a chamá-la de Mara. Mesmo depois de ela dizer: “Não me chamem mais de Noemi”, todos continuam se referindo a ela como Noemi.
Isso nos ensina algo muito importante: muitas vezes, nós passamos por dores diferentes, mas acabamos, sem perceber, nos identificando com o nosso trauma, com a nossa dor e com o nosso passado.
Começamos a usar aquilo como base para definir quem somos. “Se isso aconteceu comigo, então essa sou eu”. E isso é uma mentira. O inimigo quer que você acredite que aquilo que aconteceu com você define quem você é. Ele quer que você se identifique com o erro, com a perda, com a rejeição, com a dor ou com qualquer situação difícil que tenha acontecido na sua vida, em vez de enxergar que Deus também pode usar processos difíceis para realizar uma obra muito maior.
Quando lemos a história completa de Noemi, percebemos que havia um propósito muito maior acontecendo. Aquela história não envolvia apenas Noemi. Através de Rute, uma mulher moabita, Deus estava conduzindo uma história que chegaria até a genealogia de Jesus Cristo, o Salvador.
Por isso, precisamos estar conscientes daquilo sobre o qual estamos fundamentando a nossa identidade.
Qual é o efeito que o nosso passado, a nossa guerra e a nossa dor estão produzindo em nós? Estamos tratando as dificuldades da maneira que Deus deseja, permitindo que elas nos formem, nos ensinem, fortaleçam a nossa fé e produzam um testemunho? Ou estamos entrando em uma caverna e dizendo: “Eu sou Mara”?
Hoje em dia, as pessoas podem chegar a situações muito extremas quando começam a definir a própria identidade apenas pela forma como se enxergam.
E isso também acontece conosco de outras maneiras. A pessoa diz: “Eu sou esse erro”. “Eu sou tímida”. “Eu não sei falar”. “Eu não consigo aprender”. “Eu não consigo vencer”. “Eu sou velha, meu tempo já passou”.
Mas quem disse isso sobre você? Às vezes, alguém falou uma palavra sobre a sua vida e você transformou aquilo em identidade. Uma situação aconteceu e você passou a acreditar que aquilo define quem você é.
“Eu sou tímida”. Não. Talvez você tenha aprendido a se calar porque, em algum momento, fizeram você acreditar que a sua voz não tinha valor. Mas isso não precisa definir o seu futuro.
“Eu não sei falar não”. Quem disse que você nunca vai aprender a estabelecer limites?
“Eu não consigo aprender”. Quem disse que você não pode desenvolver aquilo que Deus colocou dentro de você?
“Eu não consigo vencer”. Quem disse?
“Meu tempo já passou”. Quem determinou isso?
Então, cuidado para não transformar uma fase da sua vida em uma identidade permanente.
Você não é o seu erro. Você não é a sua perda. Você não é o seu passado. Você não é aquilo que disseram sobre você. Existe uma identidade que é maior do que tudo aquilo que aconteceu.
E, quando Deus olha para você, Ele não enxerga apenas a dor que você atravessou. Ele enxerga também aquilo que ainda está construindo através da sua história.
Quantas mulheres que vocês conhecem, que são casadas, lindas, maravilhosas, mas que estão esperando o seu “bom encontro”? Às vezes, você se sente encalhada, mas você não é encalhada. O problema é que, muitas vezes, você começa a se enxergar dessa maneira. E, quando você passa a acreditar nessa identidade, começa a rejeitar até as pessoas e as oportunidades que aparecem, porque já não consegue mais se enxergar como Deus te vê.
Talvez, você tenha medo do futuro. O futuro é totalmente desconhecido. Podemos estar bem hoje, depois de termos lutado muito para chegar até aqui, mas isso não significa que sabemos como será o amanhã. E esse medo pode se tornar ainda maior quando já estivemos bem e, de repente, atravessamos uma perda.
Muitas vezes, idealizamos uma vida em que não precisaremos enfrentar perdas. Mas existe um princípio espiritual poderoso que Rute nos apresenta por meio da aliança de amor que desenvolveu com Noemi e da autoridade espiritual que reconheceu nela.
Rute perdeu a terra, perdeu o marido e deixou para trás a identidade que tinha antes. Quando estamos passando por um processo de construção de identidade espiritual, muitas vezes não conseguimos enxergar o que Deus fará no nosso amanhã. Mas, se Deus trouxe você até aqui, é para que você entenda: Ele continua tendo pensamentos de paz e de esperança a seu respeito. Mesmo quando algumas coisas são perdidas, Deus não perde o controle da sua história.
Quando não enxergamos um futuro, a primeira coisa que podemos perder é a fé. Perdemos a esperança. Vivemos cercados de decepções, e talvez você tenha enfrentado grandes decepções neste ano. Mas a decepção só rouba a nossa identidade quando colocamos a nossa esperança em qualquer coisa que não seja Deus.
O que é esperança? É saber que, mesmo que eu perca tudo humanamente, ainda tenho Deus. E, quando espero nEle, o meu coração é renovado. Eu posso não saber como Deus vai fazer, mas sei que Ele vai fazer.
O perfeito de Noemi era muito diferente do perfeito de Deus. Ela entrou para a genealogia de Jesus, através de Rute!
Talvez você esteja olhando para a sua vida e dizendo: “Acabou. Não tem mais futuro para mim”. Mas esse é o segredo: aquilo que você considera o fim pode ser exatamente o lugar onde Deus está começando uma nova história.
Noemi voltou para Belém dizendo: “Não me chamem de Noemi; chamem-me de Mara, porque saí cheia e o Senhor me fez voltar vazia”. Ela deixou que a dor definisse quem ela era. Ela passou a se enxergar a partir do que havia perdido.
E quantas vezes fazemos a mesma coisa?
“Eu sou velha.”
“Eu sou pobre.”
“Eu sou endividada.”
“Eu sou aquela que fracassou.”
“Eu sou aquela que errou.”
“Eu sou aquela que foi abandonada.”
“Eu sou aquela que perdeu.”
“Eu sou aquela que não conseguiu.”
“Eu sou aquela que não tem mais futuro.”
Mas eu quero dizer uma coisa para você: você não é aquilo que aconteceu com você.

Você passou por uma perda, mas você não é a perda. Você passou por um incêndio, mas você não é o incêndio. Você atravessou uma tempestade, mas você não é a tempestade. O que aconteceu com você não tem autoridade para definir quem você é.
O seu RG não muda porque você fez algo bom ou algo ruim. Você continua sendo a mesma pessoa. Da mesma maneira, aquilo que aconteceu com você não muda a sua identidade diante de Deus. Você continua sendo criada à imagem e semelhança dEle.
Talvez você diga: “Não me chame de próspera, porque estou endividada”. Mas a sua situação financeira não é a sua identidade.
“Não me chame de feliz, porque estou passando por uma dor.” Mas a sua dor não é a sua identidade.
“Não me chame de abençoada, porque a minha família está destruída.” Mas a sua situação familiar não é a sua identidade.
“Não me chame de sábia, porque eu errei tantas vezes.” Mas os seus erros não são a sua identidade.
Por isso, escreva em um papel todos os nomes, rótulos e sentenças que você permitiu que a dor colocasse sobre você. Escreva aquilo que você pensa quando as coisas dão errado. Escreva aquilo que tenta definir a sua identidade.
E agora, dobre esse papel. Ninguém precisa olhar. Isso é entre você e Deus.
Quando você rasgar esse papel, declare: “Em nome de Jesus Cristo, toda sentença contra a minha vida é rasgada e cancelada. Todo pecado que tentou me caracterizar foi vencido pelo sangue de Jesus. Todo erro que tentou definir quem eu sou não tem mais autoridade sobre mim. Eu sou lavada, remida, perdoada, amada e escolhida por Deus. Nenhum desses nomes vai me identificar mais”.
Porque, depois do sangue de Jesus, você recebeu uma nova identidade.
Rute entendeu isso. Ela deixou para trás o seu antigo povo e abraçou uma nova história. “O teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus.” Ela não estava apenas mudando de lugar. Ela estava assumindo uma nova identidade.
E é isso que Deus quer fazer com você.
Talvez você esteja dizendo: “Eu não tenho mais nada”. Mas olhe novamente para a história de Noemi. Ela dizia que estava vazia, mas tinha Rute ao seu lado.
Noemi não conseguia enxergar aquilo que ainda possuía. Rute era jovem, trabalhadora, humilde, fiel e comprometida. Aquilo que parecia pouco aos olhos de Noemi era, na verdade, uma peça fundamental para a transformação da sua história.
Às vezes, você olha para aquilo que tem e pensa: “É muito pouco”. Mas aquilo que você considera pouco pode ser exatamente aquilo que Deus vai usar para mudar a sua história.
E existe algo ainda mais poderoso: Rute e Noemi chegaram a Belém no início da colheita.
Você achou que tinha acabado. Deus está dizendo: “Ainda existe colheita”.
Tem alegria que você ainda não viveu. Tem esperança que você ainda não experimentou. Tem força que você ainda não descobriu. Tem promessas que ainda serão cumpridas.
Rute se levantou. E você também precisa se levantar.
Você não é vazia. Você não é impotente. Você não é aquilo que a calamidade, a perda, o abandono, o fracasso ou a decepção disseram que você seria.
Você é filha de Deus.
Você é agraciada.
Você é escolhida.
Você é amada.
E existe uma promessa para você viver.
Levante-se para viver aquilo que Deus ainda escreveu sobre a sua história.
Redação











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