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“Aprendi a ser forte sem ser forte”, diz Paulinha Leonardo

  • há 4 horas
  • 7 min de leitura

A tarde do segundo dia da +QV Conference 2026 começou com um período de louvor conduzido por Kellen Byanca, seguido da participação especial de Mara Maravilha e convidadas, como Suzana Alves. Também houve o lançamento do Superbook, com Sandra Anderson, da CBN.


Na sequência, Paulinha Leonardo, esposa do evangelista Deive Leonardo, ministrou, com voz calma e doce, sobre vulnerabilidade e sobre viver uma nova estação em Deus, em uma palavra profundamente direcionada ao coração das mulheres e das famílias.


Antes, porém, o marido, Deive Leonardo, apresentou a esposa com carinho:

“Vim ouvir a mulher de Deus que mais abençoa a nossa casa. Sempre que volto para casa, ser recebido por uma mulher sábia é o que nos impulsiona. Ouvi-la é um privilégio muito grande”.



Já no púlpito, Paulinha começou destacando que orou e buscou direção de Deus para aquele momento: “É uma alegria estar aqui cumprindo o propósito. Passei a semana buscando em Deus o que compartilhar. E não poderia ser diferente das experiências que eu já vivi”.


Ela leu 2 Coríntios 3.18 e se apresentou: “Sou casada com o Deive há 15 anos, temos três filhos, sou diretora da Associação Evangelística Davi Leonardo”.


“Para começar, fui pesquisar sobre a palavra ‘shine’, que é o tema da conferência. É uma ação. Se vamos refletir algo, precisamos ter certeza do que estamos refletindo. Refletir algo de dentro ou refletir no espelho. Para brilhar, eu preciso do efeito do mecanismo, das coisas que eu tenho dentro”.


Abrindo o coração sobre sua história, compartilhou: “Como filha, eu não fui preparada para este ambiente e muito menos para estar ministrando. Lá no íntimo, precisei aprender a controlar minhas emoções, a não chorar, e isso trouxe bagagens para a vida adulta. Eu lutava pelo certo, mas da maneira errada. Eu me converti aos 9 anos. Minha mãe se lembra que eu sempre voltava da igreja chorando, porque em casa eu não tinha o que eu vivia na igreja. E, na minha trajetória, tive que aprender a ser forte sem ser forte”.


Em um momento de convocação, pediu que todas se colocassem de pé: “Antes de continuar, quero te convidar a se colocar de pé. Por mais que venham lembranças de dores, é importante se abrir para que Deus trabalhe em nós. Quero declarar que o nosso coração estará aberto e que, a partir desta conferência, vai começar uma nova estação”.


Falando sobre chamado e insegurança, ela confessou: “Quando o Senhor me chamou, eu não me sentia apta, e até agora não me sinto. E quando a bispa Sônia me convidou para estar aqui, eu disse: ‘Eu preciso fazer o que o Senhor colocou no coração de vocês’”.



Paulinha admitiu que ministrar não é um lugar de conforto, assim como muitas mulheres se sentem inadequadas em outras áreas: “Você vai olhar para outras mulheres e dizer: ‘Ela é mais bonita, é mais preparada, prega melhor’. A gente cresce com tantas palavras contrárias… Diziam que eu não podia ser juíza, e isso vai gerando crenças que nos limitam. Eu resisti ao chamado, mas obedeci. Eu continuo com medo e me achando despreparada, mas eu vou”.


Foi nesse processo que, segundo ela, descobriu a importância da vulnerabilidade:

“Quando eu descobri quem eu sou no Senhor, eu descobri a vulnerabilidade. E como é difícil. Eu sempre fui a pessoa que resolvia tudo e nem sempre recebia a pergunta ‘Como você está?’ de forma sincera. Mas chegou o dia em que, no meu casamento, eu precisei ser vulnerável. Você tem seus receios: ‘O que meu marido vai pensar?’. Foi difícil, mas depois foi maravilhoso. Descobri que podia descansar de forma segura”.


Ao mesmo tempo, fez um alerta: “Mas não dá para ser vulnerável com qualquer pessoa, não dá para se abrir com qualquer pessoa. Precisamos resguardar nosso coração. Ser vulnerável não é falar tudo para todo mundo. Eu aprendi com meu marido sobre construir muros de proteção. E o que isso significa? Não é para me isolar, mas para me proteger. Saber quem pode me acessar, com quem eu vou me abrir. Nem todo mundo que acessa a minha casa ou a minha mesa pode ter acesso ao meu coração. Temos que ter esse discernimento, e isso vem do Espírito Santo”.


Paulinha também trouxe a realidade da criação dos filhos na era digital: “Temos três filhos e o uso das telas é um desafio. Não vamos isolar, mas limitamos o uso. Para os meus filhos eu chamo a tela de distração, mas para mim a tela virou descanso. Comecei a pensar nas situações que temos em casa: na hora do almoço, ninguém usa tela. Muitas vezes os filhos querem conversar, mas os pais estão resolvendo questões profissionais no telefone. E como será no futuro? Você, mais velho, querendo conversar, e seus filhos no celular, sem tempo para você? Nossos filhos não precisam do nosso dinheiro e da nossa performance, mas do nosso tempo”.


Ela contou sobre o desafio de assumir a diretoria da Associação Evangelística:

“Quando tive a honra e o privilégio de assumir a diretoria da associação, fui trabalhar muitos dias com o coração apertado. Se tem uma coisa que eu aprendi é que obedecer é a melhor escolha. Se você está vivendo uma situação muito difícil, apenas continue. Deus precisa da nossa constância. Ele quer que a gente se sinta segura. Eu ia chorando, buscando capacitação no Senhor, e Ele foi me dando essa capacidade”.



Formada em Direito, como o marido, ela relembrou o chamado ministerial:

“Fizemos Direito. O Deive queria ser advogado e eu, juíza. Mas assim que nos formamos, Deus nos chamou para o ministério.


Um dia me perguntei: ‘É essa a vida que vou ter? Cuidando dos meus filhos, amamentando, e o Deive fora?’. E o Senhor falou comigo: ‘Filha, você está vivendo exatamente o que você me pediu’. Só que eu estava naquele lugar reclamando. ‘Você está criando filhos para as nações’ — o Senhor me disse. Muitas vezes perdemos a noção daquilo que o Senhor nos entregou. Eu poderia ter ido por outro caminho, mas o que seria dos meus filhos e do meu marido?”.


Ela relacionou a falta de vulnerabilidade com confusão emocional e espiritual:

“Muitas vezes, por não saber ser vulnerável diante de Deus, nós nos atrapalhamos. Ou falamos tudo para todo mundo, ou não falamos para ninguém.


Será que hoje você não está sendo essa pessoa? Estou falando de Jesus para as amigas, pedindo para Jesus falar com os outros, mas Jesus está dizendo: ‘Filha, é com você que eu quero falar’. Estamos deixando nosso coração duro e fechado, mas estamos com as mãos levantadas achando que estamos adorando e servindo a Deus”.


Com convicção, declarou: “Hoje é o dia, e eu tenho certeza de que não sairia de casa para falar apenas as minhas palavras, mas as de Deus. Você pode hoje virar a chave. Pode ser uma amizade que não te faz bem, pessoas que estão acessando o seu coração e não deveriam. Não é que não vamos errar, mas temos oportunidade, todos os dias, de estar aos pés da cruz”.


Ela enfatizou a ação do Espírito Santo: “Nas áreas em que eu fui muito podada, Deus está fazendo renascer e restaurar a nossa identidade. Temos a oportunidade de começar de novo e do jeito certo, dentro da nossa casa”.


E finalizou: “Somos mais que vencedoras, mas precisamos aprender a ser vulneráveis com as pessoas certas, que nos amem e possam nos acolher — mas, principalmente, diante de Deus. Você que deseja romper com as bagagens que colocaram sobre as suas costas e entrar nessa nova estação, fique de pé”.


Em um ambiente marcado por quebrantamento e decisões, muitas se levantaram, respondendo ao apelo por vulnerabilidade, cura e uma nova estação na presença de Deus.



Sobre o +QV



Inspirado no texto bíblico de Romanos 8.37 – Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” – o projeto +QV (Mais que Vencedoras) foi criado em 2013 pelas bispas Sonia Hernandes e Fernanda Hernandes Rasmussen, com o objetivo de ajudar cada participante a superar seus impossíveis, através do desenvolvimento de uma fé inabalável.


O projeto começou com um pequeno grupo de mulheres. Hoje, são mais de 100 mil participando ativamente.



Aplicando os princípios ensinados nas reuniões mensais, nas igrejas Renascer em Cristo, e nos congressos nacionais, realizados duas vezes por ano no Renascer Arena, elas têm construído a cada dia uma jornada vitoriosa, derrubando todas as barreiras de traumas, medos, complexos, inseguranças, preconceitos, frustrações, decepções e dos erros do passado.



“Queremos que cada uma assuma sua verdadeira identidade em Cristo. Em outras palavras, que se tornem quem elas nasceram para ser: mais que vencedoras!”, afirmou a Bispa Fernanda.


O Mais que Vencedoras também é uma grande rede de apoio emocional, na qual todas as mulheres são acompanhadas individualmente por discipuladoras.


“Nós queremos mostrar que, de superação em superação, Deus quer nos transformar em especialistas em vitórias. N’Ele, sempre haverá um caminho de reconstrução e de restauração”, declarou a Bispa Sonia Hernandes.



Em 13 anos de história, o projeto Mais que Vencedora já impactou a vida de milhares de mulheres ao redor do mundo.


Em seus encontros, o projeto já recebeu: Apóstola Valnice Milhomens, Pastora Ludmila Ferber, Devi Titus, Doutora Rosana Alves, Karina Bacchi, Pastora Camila Campos, Pastora Raquel Lima, Pastora Fernanda Brum, Eyshila Santos, Mila Braga, Aline Barros, Dani Campos, Baby do Brasil, Midian Lima e Lizi Benites.



Se você quer fazer parte deste exército de mulheres curadas para curar, libertas para libertar e empoderadas pelo Espírito Santo, acesse o site: maisquevencedoras.com.br ou baixe o app “Mais que Vencedoras”.


Nestes canais interativos, você encontrará planos de leitura bíblica, devocionais, a agenda das principais atividades do +QV, todas as palavras ministradas nos nossos encontros, desafios que te ajudarão a avançar em todas as áreas da sua vida e um espaço para você deixar seus pedidos de oração e compartilhar suas ideias e testemunhos.




Redação

Fotos: Fotografia Renascer





 
 
 

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