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China liberta 9 da Zion e mantém líderes presos

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Nove membros da Igreja Zion foram libertados após passarem mais de oito meses detidos na China. A informação foi divulgada pela própria denominação na última sexta-feira (19), após o encerramento do período máximo de detenção investigativa permitido pela legislação chinesa. Entre os cristãos libertados estão Sun Cong, Liu Jiang, Li Shengjuan, Wei Yunfei, An Mei, Zhan Ge, Hu Yanzi, Mei Liming e Zhu Mingli.


Familiares e membros da igreja aguardaram os fiéis do lado de fora do centro de detenção em Beihai. Segundo relatos, todos aparentavam estar em boas condições físicas e emocionais. A libertação foi celebrada por cristãos dentro e fora da China, que vinham acompanhando o caso e intercedendo pelos detidos desde o ano passado.


Bob Fu, presidente da organização ChinaAid, que monitora a perseguição religiosa no país, comemorou a notícia. “Celebramos com os nove crentes da Igreja Zion que finalmente se reuniram com suas famílias após mais de oito meses de detenção injusta. Sua libertação é um desenvolvimento bem-vindo e uma resposta às orações de inúmeros cristãos ao redor do mundo”, declarou.


Apesar da soltura dos nove membros, a situação dos líderes da igreja continua preocupante. Outros nove líderes permanecem presos e agora enfrentam acusações mais graves, incluindo supostas “operações comerciais ilegais” e “fraude”. A Igreja Zion nega as acusações, afirmando que suas atividades consistem em treinamento bíblico e que as ofertas recebidas são doações voluntárias, sem qualquer finalidade comercial.


O caso teve início em outubro de 2025, quando cerca de 30 membros e líderes da igreja foram presos em operações realizadas em diversas cidades chinesas. Fundada em 2007, a Igreja Zion se tornou uma das maiores redes de igrejas domésticas da China, com aproximadamente 10 mil membros em 40 cidades. Desde que foi proibida pelo governo em 2018, após resistir à instalação de câmeras de vigilância em sua sede, a denominação tem enfrentado intensa pressão das autoridades. Atualmente, a China ocupa a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.



Redação

 
 
 

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