Missão pede oração em meio à crise no Nepal
- VB Creations

- 12 de set.
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O primeiro-ministro do Nepal, K.P. Sharma Oli, renunciou nesta terça-feira (09), em meio a protestos violentos liderados por jovens contra a recente proibição das redes sociais e denúncias de corrupção generalizada no governo.
Segundo a mídia local, as manifestações começaram na segunda-feira (08), em Maitighar, Katmandu, e já resultaram na morte de 19 civis. Multidões invadiram prédios governamentais e residências de políticos.
Kumar*, um parceiro local da Portas Abertas, testemunhou os distúrbios:
“Havia manifestantes por todos os lados, gritando palavras de ordem contra o governo. Em muitos lugares, objetos eram incendiados nas ruas e colunas de fumaça podiam ser vistas de diferentes regiões da cidade.”
Diante da escalada da violência, o governo impôs toque de recolher, bloqueou estradas e fechou o aeroporto da capital. Um cristão local fez um apelo:
“Por favor, orem pela paz no país, especialmente neste momento de conflito. Que nosso governo, em crise, encontre sabedoria e integridade para guiar a nação rumo à paz e ao progresso.”
Nepal proíbe redes sociais
A renúncia ocorreu poucos dias após a decisão do governo de banir 26 plataformas digitais — entre elas Facebook, Instagram, YouTube, WhatsApp e X. A medida foi anunciada na última quinta-feira (04), após o prazo de sete dias dado às empresas para se registrarem junto ao Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação (MoCIT) expirar.
Embora o governo alegue que a proibição seja temporária, com possibilidade de liberação após o registro, a decisão gerou forte reação da sociedade civil. Jovens da chamada Geração Z lideraram os protestos, que rapidamente se intensificaram. O exército foi mobilizado e confrontos deixaram pelo menos cinco mortos e mais de 80 feridos.
A crise também aumenta a apreensão entre os cristãos, que já enfrentam altos níveis de perseguição no Nepal — classificado em 54º lugar na Lista de Países em Observação da Portas Abertas.
Como é a perseguição aos cristãos no Nepal?
Cristãos convertidos do hinduísmo sofrem maior pressão, pois são considerados traidores da fé ancestral. Eles enfrentam hostilidade da família, amigos, comunidades locais e até de autoridades. Já igrejas católicas romanas e congregações frequentadas por expatriados tendem a enfrentar menos dificuldades.
Além da rejeição social, radicais hindus costumam aproveitar períodos de instabilidade política para atacar cristãos — muitas vezes sem serem punidos. Há registros de agressões, prisões, condenações, ataques a igrejas e até famílias obrigadas a abandonar suas casas. A legislação anticonversão de 2017 também impõe restrições severas ao trabalho das igrejas.
Pedidos de oração pelo Nepal
Ore para que a situação seja controlada e a paz restaurada no país.
Interceda pelos cristãos perseguidos, que enfrentam ainda mais insegurança neste momento de crise.
Clame pela proteção dos parceiros locais da Portas Abertas e para que continuem sendo sal e luz em meio à instabilidade.















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