A unção de Elias em Eliseu é tema da Ceia de Março
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Durante a Ceia das Primícias de Março realizada na Renascer Arena, o Apóstolo Estevam Hernandes ministrou sobre A UNÇÃO DE ELIAS EM ELISEU.

Acompanhe, a seguir, o resumo:
1 Reis 19.19 a 21: Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele. Então, deixou este os bois, correu após Elias e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. Elias respondeu-lhe: Vai e volta; pois já sabes o que fiz contigo. Voltou Eliseu de seguir a Elias, tomou a junta de bois, e os imolou, e, com os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram. Então, se dispôs, e seguiu a Elias, e o servia.
Elias havia sido chamado por Deus para sair da caverna, depois de ter marcado Israel pelo poder da unção que estava sobre a sua vida.
Uma de suas missões era ungir o sucessor. Deus não disse quem seria, mas ordenou: “Unja o sucessor.”
No caminho, Elias se depara com Eliseu, que estava arando o campo. A partir daquele encontro inicia-se um tempo poderoso na vida de Eliseu, que culminaria na transferência da unção dobrada de Elias sobre ele.
Hoje, muitas pessoas acreditam que a unção pode ser conquistada por caminhos humanos, como:
Atos 8.19 e 20: propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo. Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus.
Simão imaginava que o poder que estava nos apóstolos poderia ser comprado e, por isso, foi duramente advertido por Pedro.
Deus havia reservado para Eliseu viver o poder dessa poderosa unção do Espírito Santo.
Também está reservado à Igreja viver, nos dias de hoje, a continuação da unção de Jesus.
A unção tem caminhos espirituais pelos quais precisamos passar para poder vivê-la.
Eliseu passou por esses caminhos:
Gilgal
Betel
Jericó
Jordão.

1- Gilgal: local conhecido como ruptura, onde o povo de Israel realizou a circuncisão antes de entrar na Terra Prometida.
Não existe unção sem uma ruptura com o passado e com tudo aquilo de que ainda temos dependência humana.
2 Reis 2.1: Quando estava o Senhor para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu. 2. Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o Senhor me enviou a Betel. Respondeu Eliseu: Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, desceram a Betel.
Elias falou: “Fica aqui.”
Eliseu respondeu: “Não vou te deixar de jeito nenhum.”
2- Betel
2 Reis 2:2. Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o Senhor me enviou a Betel. Respondeu Eliseu: Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, desceram a Betel.
Betel é o lugar do encontro com Deus, a Casa de Deus, onde Jacó teve um encontro marcante com o Senhor e a visão da escada que subia ao céu.
Gênesis 28.13, 16 e 17: Perto dele estava o Senhor e lhe disse: Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado eu a darei a ti e à tua descendência. Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus. Jacó chamou aquele local de porta dos céus.
Betel representa:
- intimidade com Deus
- revelação espiritual
- vida no altar
Mais uma vez Elias disse: “Fica por aqui.” Porque pode parecer o lugar ideal para descansar.
Mas a unção se conquista pela perseverança, e o encontro com Deus muda a nossa história.
3- Jordão: lugar da morte do velho homem, lugar de renascer.
O Jordão, na Bíblia, sempre aparece como um divisor de águas. É o local de transição para entrar na Terra Prometida, o lugar onde o sobrenatural acontece. Quando a unção se manifesta no Jordão, as águas se dividem.
4- Jericó: lugar de guerra espiritual.
É o lugar das primícias das conquistas, onde as muralhas caem e se inicia um tempo de grandes vitórias.
Também foi um lugar onde Jesus entrou e realizou milagres.
Eliseu precisou passar por esses lugares para que estivesse habilitado a viver a unção que havia sido reservada para ele.
Hoje, Deus está nos chamando para colocar a nossa vida espiritual em movimento, quebrando todo tipo de comodismo e toda paralisação do inferno em nossas vidas.
Para que possamos viver a unção de Jesus, como está escrito em Atos 10:38: …como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.
Entre tantos lugares por onde Jesus passou, podemos destacar aqueles para os quais o Espírito Santo o conduziu.
1) Ao Jordão
Foi batizado e teve atestada a sua condição de Filho. Ali vemos o exemplo de que precisamos morrer para o velho homem e renascer.
2) Ao deserto
Para vencer Satanás e entregar essa vitória à Igreja, que somos nós.
A unção passa por vencer as tentações e viver a santificação.
3) À cruz
Ele foi levado à cruz. Não foram os homens que o levaram; Ele entregou a sua própria vida.
No plano superior de Deus, foi crucificado para que nós vivamos a sua unção como sucessores.
A cruz é o lugar da vitória contra o pecado e contra Satanás.
4) À sepultura
Lugar de ressurreição, para que nós fôssemos ressuscitados com Ele e vencêssemos toda morte que Satanás tem colocado no mundo.
A capa da unção de Jesus estava ali.
João 20.6 e 7: Então, Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis, e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte.
A unção que se manifestou na vida de Eliseu é um sinal dessa continuidade. Essa mesma unção está derramada sobre a Igreja.
Precisamos estar preparados para essa jornada, para que possamos viver, como Eliseu viveu, o poder da unção.
Essa unção está na Igreja, disponível àqueles que decidem caminhar com Deus até o fim.

E na igreja?
1) Ela na Igreja é a unção dobrada que se derrama em nossas vidas.
João 14.12: Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.
Estamos vivendo um tempo em que o humanismo e a frieza espiritual querem apagar o Espírito.
Paulo fala à igreja de Tessalônica:
1 Tessalonicenses 5:19. Não apagueis o Espírito.
Precisamos estimular, clamar e nos encher do poder da unção, que é a verdadeira arma espiritual da Igreja.
Quem vive o mover genuíno vive o que há de mais profundo na herança da unção de Jesus.
Atos dos Apóstolos 3.6: Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!
2) Ela traz para a vida pessoal uma capacidade extraordinária, porque é a dádiva da graça.
Atos dos Apóstolos 5.13 a 15: Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor, a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles.
Hoje estamos vendo o evangelho da revelação do “CPF”, mas existe um arsenal do poder da unção apostólica que Deus tem reservado para nossas vidas.
2 Coríntios 12.12: Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos.
Já fomos credenciados; precisamos exercer o poder dessa unção.
3) A unção nos coloca em patamares de vitória, porque nos leva a viver como:
- Filhos e herdeiros
- Embaixadores de Cristo
2 Coríntios 5.20: De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.
- Sucessores
João 20.21 e 22: Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
A delegação de autoridade
De Elias para Eliseu: a unção profética foi transferida como sucessão espiritual, capacitando Eliseu a continuar a obra e até manifestar uma porção dobrada do poder de Deus.
De Jesus para a Igreja: Cristo confiou à Igreja a continuidade de sua missão, enviando seus discípulos com autoridade e poder, por meio do Espírito Santo, para anunciar o Evangelho, fazer o bem e vencer as obras do mal.
Jesus deixou o Espírito Santo como o selo da unção.
João 14.26: Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.
1 João 2.27: Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.
O poder da unção será derramado sobre nossas vidas, transformando a nossa natureza terrena em natureza divina.
2 Pedro 1.4: Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.
Vai acontecer um grande avivamento, porque a capa está lançada e a unção está disponível para todos os que a desejam e creem.

Redação











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