Apóstolo ensina como vencer as guerras pela fé
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Durante a Ceia das Primícias de julho, o Apóstolo Estevam Hernandes trouxe uma palavra sobre as estratégias do céu para vencermos batalhas.
Acompanhe, a seguir, o resumo:
2 Reis 3: 13: Mas Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe. Porém o rei de Israel lhe disse: Não, porque o Senhor é quem chamou estes três reis para os entregar nas mãos de Moabe. 14. Disse Eliseu: Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não te daria atenção, nem te contemplaria. 15. Ora, pois, trazei-me um tangedor. Quando o tangedor tocava, veio o poder de Deus sobre Eliseu. 16. Este disse: Assim diz o Senhor: Fazei, neste vale, covas e covas. 17. Porque assim diz o Senhor: Não sentireis vento, nem vereis chuva; todavia, este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós, e o vosso gado, e os vossos animais. 18. Isto é ainda pouco aos olhos do Senhor; de maneira que também entregará Moabe nas vossas mãos. 20. Pela manhã, ao apresentar-se a oferta de manjares, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom; e a terra se encheu de água. 21. Ouvindo, pois, todos os moabitas que os reis tinham subido para pelejar contra eles, todos os que cingiam cinto, desde o mais novo até ao mais velho, foram convocados e postos nas fronteiras. 22. Levantando-se de madrugada, em saindo o sol sobre as águas, viram os moabitas defronte deles as águas vermelhas como sangue. 23. E disseram: Isto é sangue; certamente, os reis se destruíram e se mataram um ao outro! Agora, pois, à presa, ó Moabe! 24. Porém, chegando eles ao arraial de Israel, os israelitas se levantaram e feriram aos moabitas, os quais fugiram diante deles; entraram os israelitas na terra e também aí feriram aos moabitas. 25. Arrasaram as cidades, e cada um lançou a sua pedra em todos os bons campos, e os entulharam, e taparam todas as fontes de águas, e cortaram todas as boas árvores, até que só Quir-Haresete ficou com seus muros; mas os que atiravam com fundas a cercaram e a feriram. 26. Vendo o rei de Moabe que a peleja prevalecia contra ele, tomou consigo setecentos homens que arrancavam espada, para romperem contra o rei de Edom, porém não puderam. 27. Então, tomou a seu filho primogênito, que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro; pelo que houve grande ira contra Israel; por isso, se retiraram dali e voltaram para a sua própria terra.
Eliseu estava debaixo de um poderoso manto de unção e poder. Deus lhe concedia discernimento para enxergar o mundo espiritual e compreender aquilo que os olhos naturais não podiam ver.
Da mesma forma, nós precisamos voltar a conhecer o mundo espiritual, porque fomos criados como seres espirituais. É nesse ambiente que Deus revela Sua vontade, fortalece a nossa fé e nos capacita para vencer as batalhas que não podem ser enfrentadas apenas com recursos humanos.
1 Coríntios 2: 13: Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. 14. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém.
A grande diferença na vida de Eliseu foi que ele mergulhou no mundo espiritual. Essa intimidade com Deus fortaleceu seu ministério profético e o tornou um instrumento poderoso nas mãos do Senhor.
Hoje, a ausência da manifestação do poder de Deus e a falta do exercício do dom profético têm enfraquecido a vida de muitos cristãos e da própria Igreja. Quando nos afastamos da presença de Deus e da sensibilidade ao Espírito Santo, perdemos a força espiritual necessária para enfrentar os desafios e cumprir o propósito que o Senhor nos confiou.
Provérbios 29: 18: Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.
Jeorão, rei de Israel, representava a religiosidade que também vemos nos dias de hoje. Ele não tinha comunhão com Eliseu porque buscava apenas uma espiritualidade superficial. Procurava ouvir profetas que dissessem aquilo que lhe agradava, em vez de desejar a verdadeira voz de Deus. Não queria ser confrontado pela Palavra, mas apenas ouvir o que lhe fazia bem.
Josafá era um servo de Deus, porém fez uma aliança com Jeorão, rei de Israel, e com o rei de Edom para guerrear contra Mesa, rei dos moabitas, em razão da rebelião de Moabe e da interrupção do pagamento dos tributos devidos a Israel.
No decorrer da campanha, os três reis ficaram sem água para o exército e para os animais. Diante daquela situação de desvantagem, perceberam que precisavam de uma direção do Senhor para prosseguir. Foi então que buscaram o profeta Eliseu.
Da mesma forma, em nossas guerras e desafios, não basta confiar em estratégias humanas. Precisamos de uma palavra de Deus para saber como agir, vencer as batalhas e experimentar a intervenção sobrenatural do Senhor.

Sabendo isso, precisamos:
1- TER A PRESENÇA DO SENHOR, NÃO POR SUPERSTIÇÃO MAS POR CONVICÇÃO QUE NÃO PODEMOS VENCER SEM ELE
1 Samuel 4: 3: Voltando o povo ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o Senhor, hoje, diante dos filisteus? Tragamos de Siló a arca da Aliança do Senhor, para que venha no meio de nós e nos livre das mãos de nossos inimigos. 4. Mandou, pois, o povo trazer de Siló a arca do Senhor dos Exércitos, entronizado entre os querubins; os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, estavam ali com a arca da Aliança de Deus.
Eles não partiram para a batalha levando a Arca da Aliança nem buscaram a direção de Deus antes do confronto. Pelo contrário, somente quando começaram a perder a guerra contra os filisteus mandaram buscar a Arca, como se ela fosse um objeto capaz de lhes garantir a vitória.
Essa atitude revela o perigo de buscar a presença de Deus apenas em momentos de crise. A Arca representava a presença do Senhor e não poderia ser tratada como um amuleto ou um recurso de última hora. A verdadeira vitória não está em recorrer a símbolos religiosos, mas em viver diariamente em comunhão, obediência e dependência de Deus.
1 Crônicas 13: 3: tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque nos dias de Saul não nos valemos dela.
2- TER CONSCIÊNCIA DE QUE, POR CAUSA DO PECADO E CONTAMINAÇÃO NA BATALHA, AS DERROTAS ACONTECEM
Josué 7: 11. Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara, pois tomaram das coisas condenadas, e furtaram, e dissimularam, e até debaixo da sua bagagem o puseram.
Acã havia roubado a capa babilônica, a prata e o ouro que Deus havia ordenado que não fossem tomados. Ele levou seu pecado oculto para a batalha contra Ai, e isso trouxe uma grande derrota para todo o povo de Israel.
Essa passagem nos ensina que, quando estamos contaminados pelo pecado em meio às nossas guerras, até mesmo as batalhas que pareciam mais fáceis podem se transformar em derrotas. Antes de buscar a vitória diante dos homens, precisamos permitir que Deus trate o nosso coração, porque a santidade e a obediência nos fortalecem para vencer os desafios da vida.

3- ENTENDER QUE, QUANDO NÃO DAMOS IMPORTÂNCIA À NOSSA RELAÇÃO COM DEUS E DESPREZAMOS O LEGADO ESPIRITUAL, FICAMOS DESCOBERTOS NA BATALHA
2 Reis 24: 9. Fez ele o que era mau perante o Senhor, conforme tudo quanto fizera seu pai. 13. Levou dali todos os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; e, segundo tinha dito o Senhor, cortou em pedaços todos os utensílios de ouro que fizera Salomão, rei de Israel, para o templo do Senhor. 14. Transportou a toda a Jerusalém, todos os príncipes, todos os homens valentes, todos os artífices e ferreiros, ao todo dez mil; ninguém ficou, senão o povo pobre da terra. 15. Transferiu também a Joaquim para a Babilônia; a mãe do rei, as mulheres deste, seus oficiais e os homens principais da terra, ele os levou cativos de Jerusalém à Babilônia.
Jeoaquim seguiu os caminhos de Manassés e não andou na integridade e na pureza de coração que marcaram a vida de Davi. Como consequência da desobediência do povo, Nabucodonosor invadiu Jerusalém, destruiu a cidade, saqueou os utensílios do Templo e levou o povo para o cativeiro babilônico.
Essa passagem nos ensina que, quando não valorizamos o legado espiritual que recebemos, nos tornamos vulneráveis às derrotas. Satanás não respeita quem despreza a herança espiritual, rompe com os caminhos de Deus e abandona os princípios que sustentaram gerações de homens e mulheres fiéis.
Jeorão queria ir à guerra de forma inconsequente, confiando apenas em estratégias humanas. Josafá, porém, sabia que nenhuma batalha pode ser vencida sem uma direção do Senhor. Por isso perguntou:
"Não há aqui algum profeta do SENHOR, para que consultemos o SENHOR por meio dele?" (2 Reis 3:11)
Foi então que chamaram Eliseu, aquele que havia servido fielmente Elias, "derramando água sobre as mãos de Elias" (2 Reis 3:11). Antes de receber o manto profético, Eliseu aprendeu a servir. O legado espiritual é construído na fidelidade, na humildade e na perseverança.
Eliseu possuía uma palavra revestida de poder, porque vivia debaixo da unção de Deus. O Senhor deseja revolucionar a maneira como enfrentamos as nossas batalhas. Ele nos chama a enxergar as guerras pela perspectiva espiritual, assim como fez com Eliseu.
Deus quer que caminhemos com:
* poder;
* autoridade;
* discernimento espiritual;
* intervenção sobrenatural.
Ainda que falte o suprimento natural, nunca faltará o sobrenatural para aqueles que confiam no Senhor. Foi exatamente essa a mensagem transmitida por Eliseu. Antes mesmo de haver chuva, Deus prometeu água para sustentar o exército e garantir a vitória sobre os inimigos.
Assim como aqueles reis precisavam de um milagre para vencer aquela guerra, nós também precisamos da intervenção de Deus em nossas batalhas. O milagre nos faz caminhar além da lógica e da razão, porque a fé se apoia na Palavra de Deus e não nas circunstâncias.
O Senhor liberou uma palavra poderosa por meio de Eliseu. Aquela palavra não ficou presa ao passado; ela permanece viva no mundo espiritual. Toda palavra liberada por Deus continua carregada de poder para produzir aquilo que Ele determinou. Quando a recebemos com fé e obedecemos à Sua direção, o impossível começa a se tornar realidade.

Diante da guerra:
1- VAMOS ABRIR COVAS E NOS PREPARAR PARA AQUILO QUE É INIMAGINÁVEL
Romanos 4: 17: como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí.), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem. 18. Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência.
Muitas vezes, o nosso problema é que não nos preparamos para viver o impossível, porque aquilo que Deus nos pede pode parecer loucura aos olhos humanos.
Quando Eliseu transmitiu a ordem do Senhor para que cavassem covas no vale, não havia chuva, nem vento e tampouco qualquer sinal de que a água chegaria. Humanamente, abrir covas em um lugar seco parecia a estratégia mais insensata que alguém poderia adotar. No entanto, aquela não era uma ideia humana; era uma direção que vinha dos céus.
Deus continua chamando Seu povo a agir pela fé antes de ver o milagre. A obediência precede a manifestação do sobrenatural. A Igreja precisa voltar a conhecer esse movimento espiritual, que nos leva a confiar na Palavra de Deus acima da lógica, das circunstâncias e do raciocínio humano.
Quando obedecemos à voz do Senhor, mesmo sem compreender completamente o que Ele está fazendo, abrimos espaço para que o impossível aconteça. A fé nos faz cavar covas antes da chuva, porque sabemos que Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que prometeu.
2- NÃO PRECISAMOS DE EVIDÊNCIAS MATERIAIS, MAS PRECISAMOS ENXERGAR O ESPIRITUAL
2 Reis 3: 17: Porque assim diz o Senhor: Não sentireis vento, nem vereis chuva; todavia, este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós, e o vosso gado, e os vossos animais. 18. Isto é ainda pouco aos olhos do Senhor; de maneira que também entregará Moabe nas vossas mãos.
O Senhor declarou: "Vocês não verão vento, nem chuva; contudo, este vale se encherá de água, e vocês, os seus rebanhos e os seus animais beberão." (2 Reis 3:17).
Deus estava ensinando que o milagre não depende dos sinais naturais. Ainda que não houvesse vento nem chuva, a provisão chegaria de forma sobrenatural. As covas seriam completamente cheias de água, e haveria suprimento para todos.
Mas o Senhor foi além e disse: "Isso é pouco aos olhos do SENHOR." (2 Reis 3:18). Ou seja, aquilo que já parecia impossível era apenas o começo. Deus não apenas enviaria água, como também entregaria a vitória sobre os moabitas.
Assim também acontece conosco. Muitas vezes nos contentamos em pedir apenas o suprimento, enquanto Deus deseja realizar algo muito maior. Debaixo do poder e da unção da Sua Palavra, Ele libera provisão, livramento, conquista e vitórias que vão além daquilo que conseguimos imaginar.
Quando a Palavra de Deus é recebida com fé e obedecida, ela produz resultados extraordinários. O mesmo Deus que falou por meio de Eliseu continua ordenando vitórias e realizando o sobrenatural na vida daqueles que confiam n'Ele.
3- AS ÁGUAS SÃO JESUS NA BATALHA, TRAZENDO AS VITÓRIAS SOBRENATURAIS
Apocalipse 6: 2: Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.
No tempo da oração e da oferta, o Senhor fez o sobrenatural acontecer. O vale se encheu de águas abundantes que não vieram da chuva, do vento ou das nuvens. A provisão veio diretamente de Deus, revelando que o Senhor não está limitado aos recursos naturais para cumprir as Suas promessas.
Na manhã seguinte, os moabitas avançaram com força para atacar os três exércitos, acreditando que os haviam encurralado no vale. Porém, naquele lugar já havia a manifestação do poder de Deus. Quando os moabitas olharam para as águas refletidas pelo sol da manhã, elas lhes pareceram sangue.
O Senhor usou aquele sinal para confundir os inimigos. Eles imaginaram que os três reis haviam lutado entre si e partido para saquear o acampamento, mas foram surpreendidos pelo exército de Israel. Assim, Deus transformou aquilo que parecia uma situação de derrota em uma grande vitória (2 Reis 3:22-24).
Essa passagem também nos lembra do poder do sangue do Cordeiro. Assim como Deus confundiu os inimigos naquele vale, o sangue de Jesus continua sendo sinal de vitória, proteção e redenção no mundo espiritual. Satanás não prevalece diante do poder do sangue de Cristo, pois "eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram" (Apocalipse 12:11). É esse poder que nos conduz às vitórias conquistadas por Cristo na cruz e nos faz triunfar, mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis.

Redação











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